#ASMULHERESQUEFAZEMAHOPE: Célia Bueno, modelista.

07/03/2019 | Por Equipe Hope

Se tem alguém que temos muito orgulho aqui na HOPE, é de Dona Célia. Modelista da marca há 30 anos, sua expertise e carinho com cada colaborador que encontra é admirável. Sempre atualizada, Dona Célia entende tu-do de lingerie! Um exemplo para todas as mulheres. Quando pensamos nesse projeto, ela foi a primeira pessoa que veio a mente. Acompanhe mais abaixo e se encante também:

O que a senhora acha da força da mulher no mercado de trabalho? Você está com a HOPE há 30 anos. É muito tempo, com muita história. Nem sempre as relações de trabalho foram iguais…

Eu tinha ateliê em casa, fazia vestido de noivas. Quando fui trabalhar com lingerie – produtos com renda – acabou sendo mais fácil pra mim, pois já tinha essa expertise em uma escala maior. O meu maior desafio foi me ver inserida na indústria, com o ateliê em casa e 2 filhas pequenas… Quando comecei a trabalhar fora, a família ficou meio em segundo plano mesmo. 

Qual sua maior superação durante todo esse tempo na HOPE?

A maior superação foi no início, quando assumi o controle do Departamento de Produto que estava surgindo, com a introdução do sutiã. Pra que eu fosse respeitada em minhas decisões, definindo estilo e modelagem, a empresa me deu o cargo de gerente, apesar de eu ser apenas uma estilista e modelista.

Foi um grande desafio para você então!

Sim! Ao me ver diante desse desafio e da confiança que depositaram em mim, passei a me empenhar e abraçar a causa como eu nunca havia feito antes. Foi um grande aprendizado ter que criar, modelar, trabalhar em equipe com as outras gerências da empresa e lidar com fornecedores, para tomar decisões em nome da HOPE – tudo isso sem o auxílio da informática, introduzida somente no final dos anos 90.

No mercado, você acha que sofreu algum preconceito por ser mulher?

Não. Apesar da equipe HOPE atualmente ser muito feminina, quando comecei, a maioria dos diretores eram homens e sempre me apoiaram. Inclusive, já naquela época, me proporcionavam viagens ao exterior para pesquisar tendências – me davam suporte técnico e abertura para desenvolver o meu trabalho. O Sr. Nissim (fundador da HOPE) era sempre o mais arrojado, mas, como fui a primeira pessoa a ocupar esse cargo na empresa, talvez houvesse preconceito e minha função fosse questionada…

Parte de ser uma excelente modelista, como a senhora é, consiste em reconhecer e estudar as curvas das mulheres. O que precisou entender de si para passar adiante nas peças que cria?

Sempre me preocupei com a minha silhueta, respeitando suas formas, com conforto, beleza e qualidade. O acabamento e o caimento de um produto íntimo são fundamentais, pois, além de estar em contato direto com o corpo, tem que ter a função de realçar ou disfarçar, sempre com o intuito de valorizá-lo. Eu gosto mais de pensar como a lingerie é confortável, como me modificou, como é linda e como me valoriza!

Se a senhora pudesse deixar uma mensagem para alguma mulher, o que seria?

Coloque paixão naquilo que você faz! Lute pelo que acredita e faça tudo com amor. Mantenha-se atualizada. Invista em cursos, recicle seu conhecimento, sempre visando soluções que melhorem a vida das pessoas. Assim o trabalho passa a ser gratificante; você se diverte, aprende com os desafios e se supera sempre.

É demais a felicidade que isso dá!