#ASMULHERESQUEFAZEMAHOPE: Gislene Pereira, vendedora.

07/03/2019 | Por Equipe Hope

Gislene Pereira é uma mulher forte, guerreira e inspiradora. A vendedora da HOPE Oscar Freire, em São Paulo, é parte crucial do nosso projeto #AsMulheresQueFazemAHOPE. No nosso bate-papo, a Gi contou sobre os altos e baixos da vida – ela já passou por duas depressões, inclusive pós-parto – e que só a cabeça erguida de uma mulher pode mudar a vida ao redor. Se inspire na história dela também e não esquece de contar pra gente o que achou:

Você me contou que já trabalhou em outras marcas de lingerie. Quanto tempo você está nesse mercado? O que te despertou interesse?
Mais de 7 anos! Eu sempre gostei de trabalhar com pessoas. Eu tenho empatia, me coloco no lugar do outro. É uma coisa recíproca, se você quer ser bem atendido você tem que atender bem. Nem sempre é isso que acontece, mas independente das indiferenças… eu me considero muito boa no que faço.

Tem momentos da vida que somos guiados a fazer certas coisas. Em outros, é uma escolha. Por que você escolheu fazer parte de um universo tão feminino como a lingerie?
Primeiro porque sou mulher. Eu me identifico, busco coisas novas. A gente trabalha com vendas, é consultora, orienta, se coloca no lugar daquela cliente… A autoestima dela pode estar baixa, e estamos ali com a função de levantá-la! Ela ouve um elogio e sai satisfeita. Outro dia eu atendi uma cliente recém separada. Ela comprou muitas coisas e me disse: “já passei por várias situações em lojas, mas nunca fui tão bem atendida quanto aqui, ninguém nunca me orientou de tal maneira como você me orientou aqui”! Isso me fez muito feliz, salvou meu dia.

Você reconhece a sua importância dentro da empresa, né?
Claramente! As clientes saem satisfeitas pelo atendimento, e eu fico realizada pelo elogio que ela me retornou. Satisfação total! No caso do atendimento, só estou fazendo meu trabalho. Mas ela sair dali feliz, solicitando ser atendida por mim… isso me transforma.
Eu acho que realizo mulheres e ao mesmo tempo me realizo, todos os dias.

Você é mãe. Como é lidar com a vida profissional e pessoal?
São mil e uma barreiras. Eu trabalho, vou começar a estudar, tenho filhos – minha filha mora com o pai e tenho meu bebezinho de 3 anos. Tenho que ir balanceando as coisas, pago uma pessoa para ficar com ele quando não posso. E o trajeto é esse: trabalho, busco filho, estudo.
É cansativo, mas muito satisfatório. Eu penso que tudo o que fazemos tem um retorno. Se você é boa no que faz, você terá um retorno. Faça com o coração, não fique naquela coisa de que nada está bom, coagido, infeliz. Comigo não tem isso. Eu sempre consigo, eu sou muito persistente e determinada. Sou focada.

De onde vem sua força?

Eu me considero uma mulher guerreira. Passei por problemas muito difíceis, eu tive 2 depressões, superei. Hoje estou aqui, firme, conquistei tudo o que tenho sozinha. Mobiliei minha casa, tudo o que eu queria, eu consegui.
Devo a minha força de vontade. Sofri muito, mas não trocaria a vida que tenho hoje pela que tinha antes.

Para quem e por quem você faz o que faz?
Quero que meus filhos se espelhem em mim. Eles são minha maior base. Eu trabalho por eles, não penso em conforto, luxo, status. Só quero ter eles perto de mim e fornecer o melhor pra eles. Minha mãe é uma mulher exemplo para mim, passou por muitas coisas. Mas ela hoje é uma guerreira, batalhou demais e não precisou de ninguém. Penso nisso quando tento ser exemplo para meus filhos.

Você pode mandar uma mensagem para uma mulher que te lê agora?
Força é a palavra. Seja guerreira sempre, nunca desista do que você acredita, independente do que você viveu lá atrás. Foi uma experiência de vida para que você não cometa os mesmos erros lá na frente. Tudo o que aprendemos é uma lição, isso na vida pessoal, profissional, escola.