#ASMULHERESQUEFAZEMAHOPE: Sandra, Karen e Daniela – diretoras.

07/03/2019 | Por Equipe Hope

No dia 8 de março celebramos o dia da mulher. Para nós, aqui da HOPE, esse é um dia para enaltecer e exaltar a nossa fonte de inspiração diária. Pelos corredores, nos deparamos com mulheres incríveis diariamente. Foi aí que pensamos: “por que não falar sobre as mulheres que fazem a HOPE?”
Aí está então nossa campanha #AsMulheresQueFazemAHOPE, para celebrar as mulheres incríveis, fortes, batalhadoras e profissionais exemplares que temos por aqui.

Na primeira série de posts, apresentamos Sandra Chayo (diretora de marketing e estilo), Karen Sarfaty (diretora administrativa financeira) e Daniela Hara (diretora comercial), irmãs e personas femininas à frente do Grupo HOPE. Filhas do fundador Nissim Hara, evoluíram a HOPE ao patamar que conhecemos hoje – a maior marca de lingerie do Brasil. Nada mais justo que celebrá-las! Acompanhe a entrevista abaixo:

Como começou a relação de vocês com a HOPE?
Sandra:
Foi em 99, quando a fábrica ainda era aqui em São Paulo (hoje é em Maranguape, no Ceará). Eu já trabalhava com meu pai na parte imobiliária – sou arquiteta de formação. Mas aqui na HOPE fiz estágio na área financeira. Aí fiz um estágio na fábrica para entender os processos. Era legal por que era totalmente verticalizado: a gente tinha fiação, tecelagem, fábrica de rendas, elásticos, tinturaria, todas as etapas da cadeia têxtil. Quando a fábrica foi pro Ceará, eu entrei em Compras. Passamos a ser só confecção. Era muito tecido, muito elástico, e eu queria saber para onde tudo aquilo ia. Foi dai que me envolvi no produto e depois comecei a participar da criação para saber onde que ia tudo aquilo que a gente estava comprando. Do produto, eu me envolvi no marketing – já que eu estava fazendo o produto, precisava saber como comunicar! (risos)
Karen: Meu pai veio com um pedido para ajudá-lo na HOPE. Eu vim com todo prazer para ajudar todos que precisaram com a parte financeira/administrativa!
Daniela: Bom, minha história começou desde que nasci! (risos). Sempre brinco que tenho a minha idade de HOPE. Desde pequena meu pai criou esse amor que eu e minhas irmãs temos por aqui. Foi uma cultura. A gente foi crescendo e lá quando a gente tinha uns 20 anos ele chamou a gente para saber o que pensávamos em tomar frente do Grupo HOPE. Nós três nos prontificamos na mesma hora pelo amor que a gente tem à marca, à indústria e a ele. A princípio comecei em compras, um estágio rápido e logo fui pra área comercial com o maior professor que existe: meu pai.

A HOPE é uma empresa com muitas mulheres. Vocês, na posição de mulheres no comando, como se sentem com todo esse significado?
S:
Hoje há mais de 1.000 mulheres trabalhando só nas lojas HOPE, sem contar multimarcas. Na fábrica também somos maioria. E a HOPE é uma marca 100% feminina, né? Então nada mais justo que ter mulheres no comando. Eu acho que tem tudo a ver, todo o olhar feminino. Não só meu, mas de todas as mulheres envolvidas. Acredito que tudo o que fazemos tem um propósito, tem um sentido. Então nossa missão é empoderar mulheres. Não importa cor, orientação sexual, etnia, tipo físico, se é trans… A gente tem que empoderar todo tipo de mulher!
K: Eu me sinto muito feliz de poder mostrar que a mulher tem seu espaço hoje em dia, muito diferente dos anos anteriores. E que podemos passar essa nossa versatilidade e mostrar que não existe mais essa divergência de gêneros, que a mulher pode mostrar toda sua capacidade hoje!
D:
É ótimo poder participar dessa história e de ter uma empresa feminina como exemplo para todas as mulheres.

Antigamente não era bem assim. Nem sempre as mulheres eram bem vistas em cargos de liderança dentro de uma empresa. Vocês tiveram alguma superação ao longo do comando da HOPE?
S:
Pelo negócio ser feminino, nunca tive esse tipo de preconceito. Acho que as pessoas não confiavam tanto por eu ser muito jovem. Eu ia nas feiras de negócios tradicionais e sempre me perguntavam quando meus pais iam chegar (risos). Então eu me arrumava muito, me maquiava, colocava salto para ir na feira, parecer mais velha e assim me respeitarem, por que senão, eu não tinha moral nenhuma!
K: Eu acho que as pessoas estão aceitando mais o trabalho da mulher. Antes, a mulher simplesmente não podia existir, ela ficava atrás de tudo, né? Hoje conseguimos mostrar a individualidade de cada uma, e por ser mulher, acabo dando muito mais valor por isso.
D:
Para mim, a barreira foi justamente ser mulher. Tive que fazer as pessoas acreditarem que uma mulher jovem é capaz de assumir esse cargo e progredir, ir pra frente e tornar a HOPE o que ela é hoje. Não aqui dentro, mas em alguns momentos, como mulher empresária, eu sinto que existe um pouco de discrepância pelo fato de ser mulher. Vem melhorando cada ano mais, mas lá no começo eu sentia bastante.

O produto é superfeminino. Qual a importância dele na autoestima da mulher?

S: A lingerie é a primeira peça de roupa em contato com nosso corpo. Então, ela tem uma influência muito grande na nossa imagem pessoal. Fora proteção, autoestima, segurança, confiança. O papel da lingerie é o mais importante do vestuário, até mais que acessório. Porque não há enfeite, brinco, pulseira, colar que você coloque que te faça sentir mais feminina que a lingerie. Como aprovo tudo que lançamos, tudo tem que ter uma razão de existir. E esse é meu melhor papel. Por ser mulher, consigo me colocar na pele das nossas clientes e enxergar o propósito de cada produto que a gente lança.

Qual as maiores conquistas aqui na HOPE?
S:
São tantas coisas! Acho que cada dia é uma conquista. Mas acho que foi me juntar com minhas irmãs e conseguir fazer a empresa ir pra frente, se tornando a marca de lingerie mais admirada e mais importante do Brasil. Isso se deu pela força que eu e minhas irmãs trouxemos, não tenho dúvidas.
K: Todo dia é uma conquista. Não tem uma maior. Todo dia eu venho para conquistar um pouco mais!
D:
Além da HOPE ser minha maior conquista, foi conseguir conciliar tudo aquilo que eu e todas as minhas colaboradoras, sem exceção, conseguem: fazer uma marca bem feita, olhar pra casa, olhar pros filhos, olhar pro marido… Saber equilibrar tudo isso. Esse é o maior feito da mulher!

Depois de todo esse bate-papo, acho legal mandarem uma mensagem para as mulheres nesse dia de reflexão, de orgulho, luta!
S:
A Yasmine Sterea lançou um projeto muito legal e que admiro muito, o Free Free. É voltado para situações que as mulheres passam: violência doméstica, câncer de mama, a menstruação, o sexo… Coisas que passam com qualquer mulher e mexe muito com a autoestima.
Acho que então a mensagem é a gente se empoderar, saber que a gente tem que trabalhar muito a nossa autoestima e saber que a gente tem que conquistar cada vez mais coisas pra ir cada vez mais longe!
K: A mulher tem que mostrar o que ela é, ir à luta, não ficar com medo. Cada dia é uma superação, mas além de ser mulher trabalhadora, temos outras virtudes como ser mãe. Temos que ir sempre a luta.
D:
Todas as mulheres: a mulher tem que ser a empresária, a mãe, a esposa… mas ela tem que ser mulher. Por acaso eu trabalho numa empresa de lingerie. Sempre pense em estar bem por dentro e por fora. Seja feminina! Ocupe o cargo que for, mas não esqueça de ser sua melhor versão.

 

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